domingo, 27 de março de 2011

População Européia

Aspectos Gerais:

O velho continente, como a Europa é também conhecida, possui uma população estimada em 750 milhões de habitantes, número elevado se considerar que a extensão territorial é relativamente limitada, o que significa que é bastante povoado. Com uma densidade demográfica de 72 hab./km².
A população europeia é constituída por diversos grupos étnicos, com destaque para: anglo-saxões, escandinavos, eslavos, germânicos e latinos. Um dado importante é que a esmagadora maioria da população é constituída por brancos.
Quanto à prática religiosa, o cristianismo é o de maior destaque, embora esteja dividido em catolicismo romano, especialmente na Espanha, Portugal, França e Itália; protestantismo em países como Alemanha, Noruega e Suécia; e o cristianismo ortodoxo, na Grécia e Rússia.


Distribuição :

A população está irregularmente distribuída no território continental, informação explicada pelo fato de haver áreas europeias intensamente povoadas com densidade demográfica acima dos 300 hab/km², enquanto que em outras há verdadeiros vazios demográficos, com densidade inferior a 1 hab/km².
As regiões mais povoadas do continente se encontram na Europa centro-ocidental, áreas que abrigam a maioria dos parques industriais e demais atividades produtivas, com destaque para Itália, Países Baixos, França, Reino Unido e Alemanha.
Os vazios demográficos citados ocorrem no norte da Europa, fator provocado pelo clima, pois nessa região há o predomínio de temperaturas muito baixas com invernos extremamente rigorosos e prolongados.
O país mais populoso desse continente é a Rússia, com cerca de 144 milhões de habitantes, seguido por Alemanha, com 82 milhões; França, com 59 milhões; Reino Unido, 59 milhões; Itália, 57 milhões; Ucrânia, 49 milhões; e Espanha, 39 milhões de habitantes. Apesar de a Rússia ser o país mais populoso, apresenta uma população relativa baixa, resultado do enorme território.
O país que possui a mais alta população relativa é a Holanda, com 15,9 milhões de habitantes e densidade demográfica de 470 hab/km². Longo em seguida vem a Bélgica, com 312 hab/km²; Reino Unido, com 59 hab/km²; Alemanha, com 82 hab/km²; e Itália, com 57 hab/km².

Imigração na Europa :

Após o término da Segunda Guerra Mundial, vários países europeus se reconstruíram e se destacaram no seguimento industrial, como a Alemanha e a França, com o crescimento econômico derivado desse setor tais nações se tornaram áreas de atração para trabalhadores, sobretudo, imigrantes.
No primeiro momento os imigrantes eram oriundos da própria Europa, de países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia, que se dirigiram às nações mais desenvolvidas industrialmente com intuito de se colocar no mercado de trabalho. As vagas que surgiam nessas indústrias eram direcionadas a trabalhadores que não tinham uma boa qualificação, dessa forma recebiam baixos salários, geralmente não existia vínculos empregatícios, uma vez que eram trabalhos sazonais.
Mais tarde, no decorrer das décadas de 1970 e 1980, houve uma alteração na configuração da origem dos imigrantes que se dirigiam para o continente europeu, esses eram originados das ex-colônias.
Até mesmo as naões menos desenvolvidas do leste europeu começaram a absorver imigrantes, esse processo foi provocado, entre outros motivos, pelo aumento das desigualdades entre países centrais e periféricos. Países que sempre tiveram seus habitantes saindo para outros lugares do mundo passaram a receber imigrantes, sobretudo das ex-colônias como Brasil e o leste europeu.
Atualmente, existem em muitos países de atração movimentos contrários aos imigrantes, em Portugal, por exemplo, há grupos xenófobos, embora sejam poucos. Apesar disso, ocorre um intenso fluxo de imigrantes e, automaticamente, uma saturação no mercado de trabalho. Tal fato provavelmente produzirá reflexos como os que ocorrem na França, com iniciativas radicais e até mesmo violentas.


Xenofobia na Europa :

A Europa, tal como os restantes continentes, vive sob o impacte da globalização, de uma maior mobilidade internacional e do incremento dos fluxos migratórios. O aumento da intolerância política, religiosa e étnica bem como o desencadear de vários conflitos armados, dentro e fora do espaço europeu, provocaram a saída de inúmeros contingentes populacionais das suas terras, refugiados nem sempre bem acolhidos em ambientes que lhes são pouco familiares. Carências económicas, a par de problemas sociais vividos pelos cidadãos de determinado Estado, têm contribuído para o surgimento de tensões evidenciadas sob formas de racismo "flagrante" e "subtil" contra determinados grupos, entre os quais comunidades migrantes e minorias étnicas ou religiosas (por exemplo, os ciganos, os judeus, os muçulmanos). Tais ressentimentos têm sido agravados pelo fomento de doutrinas xenófobas por parte de partidos políticos, designadamente os de extrema-direita, que não só deles se aproveitam para justificar períodos de maior vulnerabilidade económico-social no seu próprio país, como ainda, através dos nacionalismos exacerbados patentes nos seus discursos, adicionam às ideologias já enraizadas novas ondas de intolerância.




Gráfico sobre a expectativa de vida per capita na Europa.


Gráfico sobre a distribuição da população da Europa . 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Clima e Vegetação da Europa

Relevo da Europa

É composto basicamente por planícies e maciços antigos, o primeiro ocorre na Europa central e o segundo no interior do continente. Os principais maciços antigos são os Pireneus (entre Espanha e França), Alpes (entre França, Itália, Alemanha, Suíça e Áustria, Apeninos ocorre do sul ao norte da Itália), os Cárpatos (Eslováquia, Polônia, Ucrânia e Romênia) e o Cáucaso (entre Rússia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão).

Clima da Europa

Devido a localização geográfica do continente os climas que predominam são:

Clima de Montanha: apresenta-se em áreas montanhosas como os Alpes e os Pireneus, é caracterizado por invernos rigorosos com precipitação de neves e geadas e chuvas bem distribuídas durante o ano.

Temperado oceânico: há ocorrência de chuvas constantes com maior incidência no inverno e primavera com temperaturas amena.

Temperado continental: chuvas em menor quantidade em relação ao clima Temperado oceânico e amplitudes térmicas mais altas.

Subpolar ou ártico: é caracterizado por apresentar duas estações, inverno e verão, na primeira as temperaturas são extremamente baixas atingindo até – 50ºC e na segunda, que prevalece por um pequeno período, as temperaturas variam entre 16º e 21ºC.

Mediterrâneo: é formado por verões quentes (seco) e inverno (chuvoso) mais ameno, essa característica climática ocorre no sul da Europa.

Vegetação da Europa

Ao longo de toda extensão territorial do continente Europeu é possível identificar diversos tipos de cobertura vegetal, desse modo podemos destacar as principais:

Tundra: ocorre em áreas de clima ártico ou subpolar.
Floresta boreal ou coníferas: se apresentam nas regiões ao sul do continente.

Floresta temperada: é encontrada ao sul da floresta boreal.

Estepes: ao sul da floresta temperada.

Vegetação mediterrânea: ocorre em toda extensão sul da Europa
 
 




Mapa da vegetação Européia



Mapa dos climas da Europa

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Continente Europeu

O Continente

Apesar de ser considerado um continente, a Europa não corresponde a essa definição, pois sua configuração é de uma península. A Europa está localizada em uma imensa península situada a oeste da Eurásia (corresponde a Europa e Ásia), essa possui a maior extensão de terras emersas do mundo. Dessa forma, fica evidente que a separação entre Europa e Ásia é simplesmente uma divisão ideológica, uma vez que não há barreiras físicas consideráveis para diferenciá-las, como ocorre, por exemplo, nas Américas e na Oceania.

Economia

Durante séculos a Europa  foi o centro econômico do planeta. Entre as causas, podemos citar como a principal sua condição geográfica. A localização entre a África e a Ásia, fez da região europeia um ponto de passagem obrigatório, e facilitou de forma substancial a absorção e irradiação dos conhecimentos, tecnologia e comércio de ambos continentes. Esta condição perdurou até ao século XX. No século XX, a Europa viu seu predomínio declinar em relação aos Estados Unidos, o Japão e, na fase final, a China. A Primeira e Segunda guerra mundial, travadas em seu território, a carência de energia, de petróleo, além de uma intensa rivalidade entre seus povos, representaram para o continente a perda de sua liderança econômica.

Relevo da Europa

É composto basicamente por planícies e maciços antigos, o primeiro ocorre na Europa central e o segundo no interior do continente. Os principais maciços antigos são os Pireneus (entre Espanha e França), Alpes (entre França, Itália, Alemanha, Suíça e Áustria, Apeninos ocorre do sul ao norte da Itália), os Cárpatos (Eslováquia, Polônia, Ucrânia e Romênia) e o Cáucaso (entre Rússia, Geórgia, Armênia e Azerbaijão).

Clima da Europa

Devido a localização geográfica do continente os climas que predominam são:

Clima de Montanha: apresenta-se em áreas montanhosas como os Alpes e os Pireneus, é caracterizado por invernos rigorosos com precipitação de neves e geadas e chuvas bem distribuídas durante o ano.

Temperado oceânico: há ocorrência de chuvas constantes com maior incidência no inverno e primavera com temperaturas amena.

Temperado continental: chuvas em menor quantidade em relação ao clima Temperado oceânico e amplitudes térmicas mais altas.

Subpolar ou ártico: é caracterizado por apresentar duas estações, inverno e verão, na primeira as temperaturas são extremamente baixas atingindo até – 50ºC e na segunda, que prevalece por um pequeno período, as temperaturas variam entre 16º e 21ºC.

Mediterrâneo: é formado por verões quentes (seco) e inverno (chuvoso) mais ameno, essa característica climática ocorre no sul da Europa.

Vegetação da Europa

Ao longo de toda extensão territorial do continente Europeu é possível identificar diversos tipos de cobertura vegetal, desse modo podemos destacar as principais:

Tundra: ocorre em áreas de clima ártico ou subpolar.

Floresta boreal ou coníferas: se apresentam nas regiões ao sul do continente.

Floresta temperada: é encontrada ao sul da floresta boreal.

Estepes: ao sul da floresta temperada.

Vegetação mediterrânea: ocorre em toda extensão sul da Europa.

Mapa Político Europeu

Mapa da Europa.

Áustria

O país


A Áustria é um país europeu, seu território se encontra na Europa Central; limita-se ao norte com a República Theca; a noroeste, com a Alemanha; a oeste, com a Suíça; a nordeste, com a Eslováquia; a leste, com a Hungria; e ao sul, com a Eslovênia e a Itália.
 A Geografia da Áustria apresenta ao sul e a oeste grandes altitudes em razão da presença da Cordilheira dos Alpes, desse modo o relevo é bastante acidentado - característica que permite a prática de esportes de inverno como ski e snowboard.
Os pontos mais altos do país são respectivamente Grossglochener (3798 metros) e Wildspitze (3774 metros). O país possui clima temperado, com verões amenos e invernos rigorosos.

População: 8,2 milhões (jul. 2005, estimado).
Taxa de crescimento pop.: 0,11% (2005 est.).
Expectativa de vida ao nascer: 78.9 anos.
Religiões: católicos romanos 73,6%, protestantes 4,7%, muçulmanos 4,2%, outros 14% (censo 2001).
Línguas: alemão (oficial em todo o país), esloveno (oficial em Carinthia), croata (oficial em Burgenland), húngaro (oficial em Burgenland).
Grupos étnicos: 91% austríacos, 4% originários da antiga Iugoslávia, 1,6% turcos, 0,9% alemães.

Economia
 A economia austríaca é forte, sendo uma das mais desenvolvidas do mundo. No setor industrial se destaca na produção de cimento, produtos químicos, equipamentos elétricos, móveis, vidros, artigos de couro, carros, instrumentos ópticos, alimentos, tecidos e roupas. O turismo também é uma importante fonte de receita para o país, pois se destaca por tradicionalmente oferecer estações de férias, sendo uma das mais atrativas da Europa. Os principais produtos de exportação da Áustria são: madeira, móveis, ferro e aço, papel, têxteis, maquinaria, entre outros.

Moeda: euro.
PIB : US$ 255,9 bilhões (2004 estimado).
PIB per capita : US$ 31.300 (2004). Taxa de crescimento do PIB: 1,9 % (2004).
Taxa de desemprego: 4,4 % (2004).


Cultura
 A cultura contemporânea da Áustria tem uma herança extremamente rica, como é o caso da arquitectura e da poesia, que remontam à Idade Média. Mas a maior contribuição da Áustria no campo cultural é a música, tradição que ainda hoje persiste. Dos maiores compositores austríacos, destacam-se Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Schubert, Johann Strauss pai e Johann Strauss filho. Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton von Webern encontram-se entre os fundadores da música moderna.


Bandeira da Áustria



Brasão Austríaco

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Continentalidade e Maritimidade

Os fenômenos da maritimidade e continentalidade estão relacionados com a interferência da proximidade ou distância de um determinado local com relação às grandes quantidades de água, tais como os oceanos ou mares.
As grandes massas de água possuem a característica de reter o calor dos raios solares por mais tempo do que o solo. Assim como, também, possuem a característica de resfriar mais lentamente.
Isso acaba interferindo no clima das regiões próximas, tais como as regiões costeiras.
Como a água retém calor por mais tempo que o solo, a temperatura das regiões litorâneas se mantém praticamente constante, pois de dia enquanto ainda está quente, a água absorve o calor do sol e, à noite, quando deveria estar frio, a irradiação lenta do calor absorvido pela massa de água faz com que o ar em torno se aqueça, mantendo a temperatura.
Essa é a “maritimidade”. Regiões que estão expostas a este efeito, possuem baixa amplitude térmica anual e diurna (pouca variação da temperatura ao longo do ano, e entre a temperatura de dia e de noite) e invernos menos rigorosos.
Já a continentalidade é o contrário. Quanto mais distante do litoral (ou mais no interior dos continentes), maior é a amplitude térmica de determinada região. Ou seja, devido à rapidez com que o solo irradia calor e baixa capacidade de absorção, os invernos são mais rigorosos e a diferença de temperatura entre o dia e a noite também é grande.
A proximidade dos oceanos também acaba interferindo na quantidade de precipitações, fazendo com que as regiões litorâneas tenham taxas de precipitação maiores que as regiões interiores dos continentes, devido à grande evaporação e condensação.
São esses fatores climáticos (continentalidade e maritimidade, além de outros, é claro) que fazem com que os invernos sejam mais rigorosos no hemisfério norte do que no hemisfério sul, já que o hemisfério norte possui uma quantidade muito maior de terras emersas, fazendo com que boa parte dele sofra os efeitos da continentalidade.





Áreas distantes do litoral enfrentam invernos rigorosos.